Sei que é um pouco tarde para comentar a respeito, mas o ano ainda não acabou, então não é tão tarde assim...
Estou falando a respeito da trend de 2016, que se espalhou pelo mundo todo em janeiro desse ano... inclusive aqui, no Brasil. 2016 pode de fato não ter sido um grande ano na perspectiva da política. Mas em aspecto cultural, posso afirmar que foi um ano muito marcante.
Eu tinha 13 anos na época, estava descobrindo meus gostos musicais com minha própria autonomia, através da TV (canal MTV), YouTube e Spotify. 2016 foi um grande ano pros artistas musicais: Shawn Mendes, Drake, Zayn, Justin Timberlake, Charlie Puth, Ariana Grande, Sia, Major Lazer, The Weeknd.
Lembro de ouvir constantemente a música “Panda” de Desiigner e ouvia até mesmo de maneira indireta. Assisti até enjoar o videoclipe de “We Don't Talk Anymore” de Charlie Puth com participação de Selena Gomez. O videoclipe e a música “This Girl” de Cookin' on 3 Burners envelheceram muito bem. As músicas “One Dance” e também “Hotline Blind” de Drake se tornaram virais e vendo agora, o álbum Views marcou o auge da sua carreira. The Chainsmokers também foi destaque naquele ano por “Closer” — ouvi pra caramba essa música que já foi vinheta de diversos canais no YouTube. Twenty One Pilots aparecia em todo lugar com os singles “Heathens” e “Sucker For Pain”. A banda Magic! lançou seu segundo álbum (Primary Colors) que tinha faixas icônicas, como “Red Dress” e “Lay You Down Easy” (inclusive, essa última música foi usada como meu despertador quando ia pra escola).
O cinema de 2016 foi dominado por blockbuster: Capitão América Guerra Civil, Batman Vs Superman, Deadpool, Esquadrão Suicida, Doutor Estranho. Gostei da maioria dos filmes, menos BvS e Esquadrão Suicida, embora este último tenha sido a melhor trilha sonora de todas. Foi graças a esse filme (decepcionante, pois os trailers me encheram expectativas) que conheci Skrillex, Twenty One Pilots e Kehlani. Coincidentemente (ou não) em janeiro deste ano a série Stranger Things chegou ao fim e tinha iniciado há 10 anos atrás, em 2016. Eu já acompanhava desde aquela época e cresci junto com os atores e a série.
O YouTube estava em seu auge nesse período (2015-2017). Acompanhei muitos canais (a maioria brasileiros) que faziam muito sucesso, mas que hoje não possuem tanta relevância, assim como a plataforma não possui o mesmo impacto de antes, em termos de seguimento cultural e profissional.
Acompanhei algumas tendências culturais daquela época, como o lançamento do jogo Pokémon Go. Todo mundo jogava ou comentava sobre esse jogo. No caso, eu era o que fazia os dois. O Snapchat criou filtros que foram muito utilizados na época, como o clássico dog filter (que até eu usei, mas infelizmente não tenho mais essas fotos). Eu tinha um estilo semelhante à moda da época, que era o Swag. Meus amigos também seguiram a mesma tendência e nos sentíamos “os fodões” no caminho de casa pra escola. Deveria ter preservado as fotos da época. Pra dizer a verdade, 2016 foi um dos anos que eu menos fiz registro fotográfico. Eu era o cara que tirava poucas fotos e na maioria das vezes, apagava da minha galeria ou perdia quando trocava de celular. Em 2016 eu criei a minha primeira conta no Facebook (que não existe mais) e usava wallpaper de um gato usando óculos escuros (Galaxy Cat). Esse wallpaper tinha uma vibe alternativa, psicodélica e ao mesmo tempo moderna. E sei que muitos usavam referências semelhantes, pois tinha um padrão bastante icônico.
Me baseei na minha experiência de ter vivido 2016 numa perspectiva cultural. Como escrevi no início do texto, aquele ano não foi tão positivo na geopolítica. Muita coisa ruim aconteceu e é natural que aconteça. Mas a arte está aí pra tirar o amargo da existência humana.
Vou adicionar abaixo o link das músicas que mais ouvi em 2016 no Spotify. Muitas dessas músicas que eu citei nesse texto, sequer aparecem nessa playlist. Até porque ouvi músicas pela rádio, pela TV e principalmente pelo YouTube. Infelizmente não tenho o histórico e nem a minha antiga conta do YouTube. E mesmo que tivesse, nem iria poder apresentar porque o YouTube não disponibiliza essa ferramenta; diferente do Spotify.
Comentários
Postar um comentário